Sabemos que este não é o melhor momento econômico para o produtor de leite brasileiro, são diversos os fatores que tem tirado o sono do pecuarista, o principal deles tem sido à alta constante no preço dos grãos utilizados na nutrição do rebanho. E o preço desses grãos influenciam diretamente no quanto sobra de dinheiro no bolso do produtor depois que recebe o cheque do leite.
Uma outra situação é o preço pago pelo litro do leite ao produtor, pois na lógica, se aumentam os custos, também deveria aumentar o preço do litro para equilibrar a situação, mas em muitos estados essa conta não está fechando e os preços praticados pelos laticínios, não está compensado permanecer na atividade.
Os momentos de dificuldades também são excelentes oportunidades para utilizar ferramentas novas e outras já conhecidas para superar a situação. Então, separamos algumas ideias que estão funcionando para alguns produtores em várias regiões do país, e esperamos que possam te ajudar também aí na sua propriedade.
Vamos a elas:
#1 – TROCAR A ALIMENTAÇÃO NO COCHO POR PASTO
Foto: IDR PR
Em tempos de lucro reduzido cada centavo que sobra tem importância, e uma das formas de aumentar o que sobra é cortar alguns custos. Uma alternativa que tem funcionado para muitos produtores é o retorno a alimentação do gado a pasto.
Os técnicos da IDR do Paraná têm indicado aos produtores o retorno ao pasto com ótimos resultados. Em Iretama-PR, o produtor Victor Severino e sua esposa Luciana vêm se destacando na produção de leite exclusivamente a pasto.
Segundo o produtor, desde que começou a melhorar o sistema de produção de leite a pasto e aprenderam a manejar o capim, a rentabilidade na propriedade vem melhorando bem. Passou de 160 litros dia, no ano passado, para 270 litros /dia neste ano”, ressaltou o produtor.
De acordo com Jorge André, extensionista da IDR/PR, a oferta de alimento no momento certo e em quantidade certa permite uma dieta volumosa adequada para que as vacas possam produzir até 12 litros de leite por dia, desde que o animal tenha potencial genético para tanto.
“Um sistema com pastagem bem consolidada, de baixo custo de implantação em comparação aos demais sistemas de produção de leite, confere segurança e versatilidade para o sistema frente aos altos preços de insumos e baixo preço do leite que a cada dia decepciona os produtores rurais”, ressalta André.
FAÇA USO DA ROTAÇÃO DE PASTAGEM E ADUBAÇÃO
Foto: Embrapa gado de leite
A rotação de pastagem é uma ferramenta que tem ajudado os produtores, o sistema é simples, e nada mais é que subdividir uma área em piquetes, e colocar o rebanho para pastar um dia em cada piquete.
O sistema é ideal para pequenas propriedades, mais o sucesso do manejo está na adubação que é feita diariamente após a saída das vacas do piquete. Essa adubação pode ser feita no fim da tarde, com o auxílio de um balde ou recipiente, de forma rápida e rotineira.
O extensionista André explica que assim que os animais vão para outro piquete, a área onde foi feito o pastejo é adubada com ureia e/ou sulfato de amônio, além de cloreto de potássio. O pasto também recebe adubação orgânica como a cama de frango.
Segundo ele, depois de adubado cada piquete passará por um período de descanso, que varia de acordo com a espécie de pastagem. “Com essa prática o pasto se recupera rapidamente e estará pronto para ser pastejado no próximo ciclo”, afirma André.



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